Farol de Riscos: saiba como funciona a gestão preditiva no DP

 

 

O Farol de Riscos é uma ferramenta de inteligência de dados que transforma registros administrativos (ponto e CIDs) em indicadores preditivos. O objetivo é migrar de uma gestão reativa para uma preventiva, identificando setores com alta probabilidade de adoecimento mental e passivo trabalhista antes que o problema se concretize. Confira como utilizar!

Clique nos links abaixo para acessar a seção que desejar:

  1. Qual a metodologia utilizada?
  2. Entendendo as faixas de risco
  3. Indicadores-Chave: o que o Farol analisa?
  4. Privacidade e LGPD
  5. O que fazer em caso de Risco Crítico (Vermelho)?
  6. O que fazer em caso de Risco Alerta (Amarelo)?
  7. Dúvidas frequentes

 

1. Qual a metodologia utilizada?

Diferente de pesquisas de clima, que captam percepções subjetivas, o Farol utiliza dados factuais. O cálculo é baseado em modelos científicos de estresse ocupacional reconhecidos mundialmente:

  • Modelo de Karasek (Demanda-Controle): Analisa como a alta demanda aliada ao baixo controle gera desgaste físico e mental.

  • Modelo de Siegrist (Esforço-Recompensa): Focado no impacto da dedicação excessiva sem o descanso ou reconhecimento adequado.

 

2. Entendendo as faixas de risco


 

O sistema processa os dados e classifica cada setor em três níveis de criticidade:

Nível Faixa de Risco Status Ação Recomendada
Verde Abaixo de 20% Controlado Manter monitoramento de rotina.
Amarelo 20% a 39% Alerta Exige plano de ação e monitoramento recorrente.
Vermelho Acima de 40% Crítico Intervenção estruturada imediata (revisão de processos e PGR).


 

3. Indicadores-Chave: o que o Farol analisa?

Para chegar ao índice final, a ferramenta cruza os dados mais sensíveis da operação:

  • Horas Extras: É o indicador de maior impacto. Jornadas que excedem 50% da carga prevista são preditores de Burnout e configuram risco jurídico por "dano existencial".

  • Gestão de Férias: O acúmulo de férias vencidas sinaliza falha na recuperação fisiológica do colaborador.

  • Absenteísmo e Afastamentos: Monitora atestados (CIDs) para identificar se o trabalho possui Nexo Causal com as patologias apresentadas.


 

4. Privacidade e LGPD

A segurança dos dados é prioridade na plataforma:

  • Dados Anônimos: No painel gerencial, as informações são agregadas por setor. O foco é tratar o ambiente, não expor o indivíduo.

  • Acesso Restrito: Apenas profissionais de saúde ocupacional autorizados podem acessar dados individuais para intervenções clínicas.


 

5. O que fazer em caso de Risco Crítico (Vermelho)?


Sob a ótica da NR-1, isso configura "Risco Grave e Iminente" ou uma situação onde o adoecimento já está instalado, exigindo medidas corretivas imediatas para estancar o passivo trabalhista e proteger a vida do trabalhador.

Se um setor atingir o nível crítico, a organização deve agir:

  1. Análise da jornada:  Analise todos os indicadores do Ponto e de Afastamentos. Por exemplo, se o indicador de horas extras indica mais de 50% da jornada de trabalho prevista, a empresa está produzindo prova contra si mesma de dano existencial. Tome ações para corrigir os indicadores o quanto antes, como exercer seu poder diretivo para impedir o trabalho excessivo, mesmo que o colaborador queira fazê-lo.

    O TST entende que jornadas exaustivas habituais violam direitos fundamentais, gerando indenizações em casos extremos. 

  2. Realize as correções necessárias: Após diagnóstico profundo das condições de trabalho, realize as ações necessárias para reverter o cenário apresentado.

  3. Rode a Pesquisa de Risco (NR-1): Cumpra o item 1.5.4 da NR-1 aplicando um inventário psicossocial anônimo


Importante: Lembre-se de registrar todas essas etapas no Plano de Ação do PGR para constituir prova de gestão proativa.


 

6. O que fazer em caso de Risco Alerta (Amarelo)?

 

Se um setor atingir o nível Alerta se pede ação para a prevenção. Agir agora é muito mais barato do que gerenciar afastamentos futuros.

  1. Verificar a jornada: Realize uma auditoria no produto ponto para confirmar se o alerta é uma sobrecarga real ou apenas inconsistência de registros (falta de assinatura, esquecimento de marcação), evitando ações baseadas em "ruído" administrativo.

  2. Rodar a Pesquisa de Risco (NR-1): Cumpra o item 1.5.4 da NR-1 aplicando um inventário psicossocial anônimo (ex: COPSOQ); não tente adivinhar o problema, pergunte à equipe para identificar se a causa raiz é liderança, prazos irrealistas ou falta de suporte.

  3. Analise o ambiente: Investigue o que está causando a alteração no indicador.

  • É sobrecarga temporária? (Sazonalidade, fechamento de mês).
  • É desorganização? (Falta de clareza nas funções, retrabalho).
  • É liderança? (Cobrança excessiva, falta de suporte).


 

7. Dúvidas frequentes

O Farol substitui a Pesquisa de Clima?

Elas são complementares, mas diferentes:

  • Pesquisa de Clima: Mede a percepção e o sentimento (como o colaborador "acha" que as coisas estão).

  • Farol de Riscos: Mede a realidade da exposição (quanto o colaborador "realmente" trabalhou, adoeceu ou deixou de descansar). É um indicador antecipado que previne problemas antes que eles se tornem críticos.

 

Como o sistema sabe se a mensagem foi lida?

No caso de envios de alertas via WhatsApp, o status de "Lido" depende das configurações de privacidade do destinatário.

Pronto! Agora você tem em mãos uma ferramenta poderosa para proteger a saúde dos colaboradores e a segurança jurídica da sua empresa.


 

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