O Farol de Riscos é uma ferramenta de inteligência de dados que transforma registros administrativos (ponto e CIDs) em indicadores preditivos. O objetivo é migrar de uma gestão reativa para uma preventiva, identificando setores com alta probabilidade de adoecimento mental e passivo trabalhista antes que o problema se concretize. Confira como utilizar!
Clique nos links abaixo para acessar a seção que desejar:
- Qual a metodologia utilizada?
- Entendendo as faixas de risco
- Indicadores-Chave: o que o Farol analisa?
- Privacidade e LGPD
- O que fazer em caso de Risco Crítico (Vermelho)?
- O que fazer em caso de Risco Alerta (Amarelo)?
- Dúvidas frequentes
1. Qual a metodologia utilizada?
Diferente de pesquisas de clima, que captam percepções subjetivas, o Farol utiliza dados factuais. O cálculo é baseado em modelos científicos de estresse ocupacional reconhecidos mundialmente:
Modelo de Karasek (Demanda-Controle): Analisa como a alta demanda aliada ao baixo controle gera desgaste físico e mental.
Modelo de Siegrist (Esforço-Recompensa): Focado no impacto da dedicação excessiva sem o descanso ou reconhecimento adequado.
2. Entendendo as faixas de risco
O sistema processa os dados e classifica cada setor em três níveis de criticidade:
| Nível | Faixa de Risco | Status | Ação Recomendada |
| Verde | Abaixo de 20% | Controlado | Manter monitoramento de rotina. |
| Amarelo | 20% a 39% | Alerta | Exige plano de ação e monitoramento recorrente. |
| Vermelho | Acima de 40% | Crítico | Intervenção estruturada imediata (revisão de processos e PGR). |
3. Indicadores-Chave: o que o Farol analisa?
Para chegar ao índice final, a ferramenta cruza os dados mais sensíveis da operação:
Horas Extras: É o indicador de maior impacto. Jornadas que excedem 50% da carga prevista são preditores de Burnout e configuram risco jurídico por "dano existencial".
Gestão de Férias: O acúmulo de férias vencidas sinaliza falha na recuperação fisiológica do colaborador.
Absenteísmo e Afastamentos: Monitora atestados (CIDs) para identificar se o trabalho possui Nexo Causal com as patologias apresentadas.
4. Privacidade e LGPD
A segurança dos dados é prioridade na plataforma:
Dados Anônimos: No painel gerencial, as informações são agregadas por setor. O foco é tratar o ambiente, não expor o indivíduo.
Acesso Restrito: Apenas profissionais de saúde ocupacional autorizados podem acessar dados individuais para intervenções clínicas.
5. O que fazer em caso de Risco Crítico (Vermelho)?
Sob a ótica da NR-1, isso configura "Risco Grave e Iminente" ou uma situação onde o adoecimento já está instalado, exigindo medidas corretivas imediatas para estancar o passivo trabalhista e proteger a vida do trabalhador.
Se um setor atingir o nível crítico, a organização deve agir:
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Análise da jornada: Analise todos os indicadores do Ponto e de Afastamentos. Por exemplo, se o indicador de horas extras indica mais de 50% da jornada de trabalho prevista, a empresa está produzindo prova contra si mesma de dano existencial. Tome ações para corrigir os indicadores o quanto antes, como exercer seu poder diretivo para impedir o trabalho excessivo, mesmo que o colaborador queira fazê-lo.
O TST entende que jornadas exaustivas habituais violam direitos fundamentais, gerando indenizações em casos extremos.
Realize as correções necessárias: Após diagnóstico profundo das condições de trabalho, realize as ações necessárias para reverter o cenário apresentado.
Rode a Pesquisa de Risco (NR-1): Cumpra o item 1.5.4 da NR-1 aplicando um inventário psicossocial anônimo
Importante: Lembre-se de registrar todas essas etapas no Plano de Ação do PGR para constituir prova de gestão proativa.
6. O que fazer em caso de Risco Alerta (Amarelo)?
Se um setor atingir o nível Alerta se pede ação para a prevenção. Agir agora é muito mais barato do que gerenciar afastamentos futuros.
Verificar a jornada: Realize uma auditoria no produto ponto para confirmar se o alerta é uma sobrecarga real ou apenas inconsistência de registros (falta de assinatura, esquecimento de marcação), evitando ações baseadas em "ruído" administrativo.
Rodar a Pesquisa de Risco (NR-1): Cumpra o item 1.5.4 da NR-1 aplicando um inventário psicossocial anônimo (ex: COPSOQ); não tente adivinhar o problema, pergunte à equipe para identificar se a causa raiz é liderança, prazos irrealistas ou falta de suporte.
Analise o ambiente: Investigue o que está causando a alteração no indicador.
- É sobrecarga temporária? (Sazonalidade, fechamento de mês).
- É desorganização? (Falta de clareza nas funções, retrabalho).
- É liderança? (Cobrança excessiva, falta de suporte).
7. Dúvidas frequentes
O Farol substitui a Pesquisa de Clima?
Elas são complementares, mas diferentes:
Pesquisa de Clima: Mede a percepção e o sentimento (como o colaborador "acha" que as coisas estão).
Farol de Riscos: Mede a realidade da exposição (quanto o colaborador "realmente" trabalhou, adoeceu ou deixou de descansar). É um indicador antecipado que previne problemas antes que eles se tornem críticos.
Como o sistema sabe se a mensagem foi lida?
No caso de envios de alertas via WhatsApp, o status de "Lido" depende das configurações de privacidade do destinatário.
Pronto! Agora você tem em mãos uma ferramenta poderosa para proteger a saúde dos colaboradores e a segurança jurídica da sua empresa.
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